Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 16/01/2021
O advento da Terceira Revolução Industrial trouxe inúmeros benefícios para a sociedade, principalmente na área da educação, com o chamado ensino a distância (EAD). No entanto, ao se observar os pré-requisitos dos quais uma nação precisa para beneficiar-se de tal ferramenta, percebe-se que o Brasil não se enquadra. Dessa forma, convém a análise das principais causas relacionadas a essa problemática, como a formidável desigualdade social e a falta de investimento no setor.
Primeiramente, tem-se a disparidade social evidenciada em todo o território nacional, haja vista a posição do Brasil no Índice de Gini, que está entre os dez países com maior desigualdade do mundo. Isso impacta diretamente nos desafios do EAD, já que é necessária a utilização de aparelhos eletrônicos e o acesso à internet para acompanhar os cursos on-line. Desse modo, é evidente que para a adesão de uma parcela significativa, distribuída de forma homogênea no país, à modalidade EAD, faz-se essencial a redução da desigualdade.
Outrossim, o Brasil, desde 2014, apresenta reduções no orçamento para projetos educacionais, conforme o Ministério da Educação (MEC). Isso prejudica não só o modelo tradicional de ensino, mas também atrasa o país no que tange ao desenvolvimento tecnológico. Segundo o filósofo Immanuel Kant “A educação é arte, cuja prática precisa ser aperfeiçoada por várias gerações”. Logo, infere-se que o país está regredindo no quesito educação, uma vez que apresenta cortes constantes no seu projeto orçamentário, o que vai de encontro à afirmação do filósofo e agrava ainda mais os desafios do EAD.
Portanto, medidas devem ser tomadas para reduzir esse imbróglio. Destarte, cabe ao MEC - órgão do Governo Federal responsável pela educação da nação - construir oficinas de informática com acesso à internet em todos os municípios para uso exclusivo de estudantes, a fim de diminuir a desigualdade e ampliar o acesso ao EAD. Isso pode ser feito por meio do uso de verbas governamentais e parcerias com empresas de telefonia que ofereçam cobertura de internet a essas oficinas, por exemplo com as companhias Vivo, Claro e Tim. Assim, o Brasil poderá reduzir sua disparidade social e terá uma população mais qualificada mediante ao uso das tecnologias.