Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 16/01/2021

A Constituição federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - garante a educação como inerente a todo cidadão. Entretando, os desafios da aprendizagem a distância no Brasil, mostra que parte da população não desfruta desse direito na práica, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise da omissão do estado, contribuindo com um deficit educacional.

Em uma primeira análise, pode-se dizer que a adoção do ensino a distância  impactou no mercado de trabalho, levando a uma saturação no número de profissionais, no entanto, essa competitividade ocorre de forma desonesta, pois, o aluno que realiza sua formação de forma presencial, possui maior carga de experiencia, treinando e praticando através de atividades no campo e estágios, sendo prejudicado por seu concorrente que adquiriu seu certificado sem sair de casa. Segundo Darwin, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais sábio e sim o que melhor se adapta”. Diante do exposto, pode-se dizer que a adaptação é fundamental, sendo a universalização da metodologia de ensino o ideal para a atual situação, permitindo uma concorrência honesta e justa.

Ademais, convém frisar que o Estado possui grande parcela de culpa, não dedicando a atenção necessária para a educação, permitindo que ela ocorra de forma desordenada, perdendo consistência e qualidade. Segundo o filosofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o mesmo não cumpre com sua função  de universalizar o conhecimento e torna-lo concreto. Nesse sentido, fica evidente que a teoria é fundamental, porém, para a sua efetivação se faz fundamental o treinamento prático.

Deprende-se, portanto, a necessidade de mecanismos que unifiquem a aprendizagem, tornando a concorrência presente no mercado de trabalho mais justa. Para isso, é imprecindível que o Estado, por intermédio de assembléias, faça um levantamento dos pontos que apresentem maior fragilidade na formação à distância - inserindo na grade curricular momentos de estágios obrigatórios, levando os estudantes a desenvolverem competências e habildes na prática - a fim de formar futuros profissionais com maior autonomia e segurança. Assim se consolidará um Brasil de desenvolvimento, no qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.