Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 22/01/2021
“Se a educação, sozinha, não transforma, a sociedade, sem ela, tampouco”- Paulo Freire. A célebre frase, do educador brasileiro, afirma a importância da educação em uma sociedade. Contudo, o acesso à educação no Brasil não é homogêneo, existe a necessidade da democratização do mesmo.
Como exemplo de tal desigualdade, temos a pandemia de Covid-19, que desamparou os estudos da maioria dos estudantes, mas, principalmente, daqueles que estudam em colégios públicos, pois já sofriam com a precariedade do ensino. Para solucionar a falta de aulas presenciais, muitos colégios disponibilizaram o Ensino à Distância, EAD, que proporcionou o acesso virtual às aulas sem a necessidade de deslocamento do aluno. No entanto, as escolas estaduais e municipais, em sua maioria, não conseguiram adotar a modalidade, devido à falta de recursos para tanto.
Logo, como o filósofo Pierre Lévi já afirmava, toda tecnologia cria seus excluídos. A desigualdade digital se manifestou crítica durante a pandemia; enquanto muitos alunos puderam seguir estudando, outros foram excluídos dos meios de estudo tecnológicos, porque os mesmos não possuem aparelhos digitais para acompanhar as aulas. Outrossim, os professores da rede pública também sofreram com a desigualdade, pois esses também carecem de equipamentos e para tal.
Por conseguinte, a desigualdade virtual mostrou-se crítica enquanto a EAD foi a única plataforma para assistir aulas no momento de pandemia. Portanto, é necessário que o Governo Federal garanta o acesso democrático à educação, independentemente de um momento de pandemia. Para isso, é preciso haver um direcionamento de verba para a acessibilidade digital, de modo que alunos e professores tenham acesso à computadores e à internet, o que garante a educação e minimiza a desigualdade virtual, garantido o ensino à todos os alunos.