Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 24/02/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que expectativas e dificuldades no ensino à distância entre os brasileiros apresentam barreiras, as quais dificultam os planos de More. Nesse sentido, esse cenário antagônico é fruto tanto do subfinanciamento, quanto da intolerância educacional. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que as espectativas e desafios da educação a distância deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atenção das autoridades, a camarotização entre as diferentes classes sociais e a dispariedade de pessoas com recursos essenciais para aulas a distância, torna-se um obstáculo a ser enfrentado, de modo que a ausência de investimentos na educação está intrinsecamente atribuida nos diversos contextos sociais.
Ademais, é imperativo ressaltar que a discriminação promove o problema. Partindo desse pressuposto, a procura de instituições a distância, aumenta a cada dia, sendo mais de um quinto de universitários nessa modalidade. Mas, para alguns especialistas na área da educação, o número exacerbado de alunos, possíveis cagas horárias não cumpridas, ou até mesmo a falta de contato mais próximo com educadores, perpetue em um desenvolvimento insalubre para educação.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar os problemas da educaçao a distância, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do trablho em conjunto do Ministério da Educação e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mapeando as regiões periféricas mais vulneráveis no ensino à distância, no qual será revertido na criação de projetos, que agregue a tecnologia como suporte de aproximação de alunos com professores. Além disso, cabe ao Ministério da Cidadania, promover eventos que promova a educação e propagandas nos meios meios mediáticos rompendo qualquer paradigma estabelecido na sociedade. E assim, quem sabe um dia, a coletividade alcançara a Utopia de More.