Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 19/03/2021
Atualmente, vivemos em um contexto de pandemia internacional em que a sociedade precisou se adaptar para diminuir os focos de contaminação do vírus. Sendo assim, o sistema de ensino, de forma brusca, necessitou mudar sua modalidade para o ensino virtual. A partir disso, há de se tratar, de maneira enfática, sobre as perspectivas e desafios do ensino a distância no Brasil, seja pelo potencial de evolução e desenvolvimento da educação, seja pelas adversidades relacionadas a esse sistema de ensino.
Inquestionavelmente, a tecnologia, que está em constante evolução, apresenta inúmeras ferramentas que podem contribuir para a didática de uma aula e oferecer uma alternativa inovadora de ensino, tanto para o professor, como para o aluno. De acordo com o fundador da Apple, Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”. Dessa forma, a utilização de banco de dados, como o aplicativo Studos, e de plataformas de videoconferência, como o Zoom, proporcionam ao aluno uma experiencia pratica e eficaz para a formação educacional. Logo, o potencial dessas ferramentas é muito amplo e contribuem, de forma significativa, para o andamento do ensino a distância.
Por outro lado, nem toda a sociedade tem a disponibilidade de recursos básicos, como computador, energia e internet, para inclusão do ensino virtual. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, 25% da população não tem acesso à internet. Sendo assim, impossibilita que essa parcela de estudantes possa continuar suas atividades educacionais no contexto que estamos vivendo, além de que grande parte dessas pessoas são vitimas de precariedade de serviços, como saúde e educação. Por conseguinte, gera-se a desigualdade acentuada na educação brasileira.
Portanto, nota-se que medidas devem ser tomadas para diminuir a desigualdade do sistema de ensino no momento que estamos vivendo. O Poder Público, junto com o Ministério da Educação, deve investir na inclusão da população que não tem acesso a tecnologia, por meio, não só de doações de aparelhos eletrônicos, como computadores e tablets, como também da disponibilidade de serviços essenciais, como energia e internet. Dessa forma, garante-se condições para que esses estudantes possam ser inclusos no ensino a distância.