Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 09/05/2021
A Revolução Técnico-Científico-Informacional permitiu o avanço da internet e dos meios de comunicação, fato que impactou significativamente a educação. No entanto, no Brasil, essa ferramenta não abrange todos que dela necessitam e é inferiorizada em relação ao ensino tradicional presencial, o que impede o desenvolvimento da educação à distância de maneira efetiva.
Em primeira análise, é indispensável afirmar que as tecnologias da informação não são amplamente acessíveis. Nesse sentido, e de acordo com o geográfo Milton Santos, em sua obra sobre a Globalização Perversa, o processo de Globalização atinge todo o mundo, mas não todos os lugares. Dessa forma, o acesso à internet e à educação à distância de tornam restritas áqueles que têm poder aquisitivo para pagar por elas e exclui totalmente os indivíduos que não possui condicões financeiras para utilizá-las, o que torna o ensino totalmente elitizado.
Além disso, a educação digital é completamente subjugada em relação as formas de ensino tradicionais e presenciais. No entanto, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua teoria sobre a Modernidade Líquida, os indivíduos estão inseridos em uma sociedade individualista e de caráter extremamente imediatista. Desse modo, os alunos não se adequam mais ao ensino tradicional e hierarquizado, no qual apenas o professor transmite conhecimento, o que gera preferência ao ensino horizontal e online.
Logo, medidas são necessárias para resolver o problema do acesso a educação à distância no Brasil. O Ministério da Educação (MEC), aliado a empresas de telecomunicação, deve fornecer intenet e notebooks para os alunos que não possuem meios de comunicação, por meio de um projeto de lei entrgue à Câmara. Esse projeto deve ser baseado na renda dos alunos e contar com subisídio governamental, assim espera-se esino digital para todos, assim como na Revolução Técnico-Científico-Informacional.