Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 03/05/2021
A Constituição Federal de 1988, prevê, em seu artigo 6º, o direito à educação adequada como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se concretizado com ênfase na prática, como disserta Gilbert Dimenstein, em seu livro “Cidade de Papel”, quando se observa a péssima qualidade do ensino remoto, visto que a negligência do Estado, bem como a falta de comprometimento dos indivíduos agravam esse cenário. Diante dessa perspectiva, faz-se frulcral a análise desses fatores.
Com efeito, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a precariedade do ensino a distância. Nesse sentido, a escassez de projetos estatais que visem à melhoria desse estilo educacional contribui para a má formação de profissionais qualificados. Desse modo, são formados indivíduos incapacitados de enfrentar o mercado de trabalho, onde não encontrarão vagas para o exercício da profissão, devido ao despreparo dos cursos profissionalizantes, aumentando,assim, o desemprego. Diante dos fatos apresentandos, é imprescindível uma ação do Estado para mudar a realidade.
Nota-se, outrossim, que a desinformação na sociedade brasileira no que tange ao EAD - Ensino a Distância - um grande impulsionador desse problema. Nesse horizonte, o bombardeio de informações sobre a falta de investimentos das empresas desse ramo para uma melhor educação, gera uma descrença nessa didática. Nessa conjuntura, segundo o sociólogo e educador brasileiro Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela a sociedade tampouco muda. Nesse sentido, é notório que se a população brasileira persistir com esse pensamento errôneo sobre esse estilo de formação, crescerá o número de pessoas sem o curso de graduação. Nesse cenário, faz-se necessária uma mudança de postura das redes midiáticas.
Portanto, percebem-se os entraves que contribuem para a precariedade, bem como a relativização da educação a distância no Brasil. Destarte, cabe ao Ministério da Educação ( MEC ) a criação de projetos que visem à melhoria do EAD, por meio de fiscalização semestral mais rigorosa ,nas faculdades, sobre a qualidade do ensino, no intuito de enfatizar sobre a importância na excelência formatória dos profissionais. Ademais, é mister ao Ministério das Comunicações implementar políticas públicas que incentivem essa didática, mediante campanhas e propagandas publicitárias nas redes midiáticas, a fim de quebrar o pensamento errôneo da população sobre essa forma de pedagogia. Dessarte, será possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação da Carta Magna.