Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 11/05/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação. Conquanto, os desafios do EAD no Brasil impossibilitam que determinada parcela da população desfrute desse direito na prática. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como algumas de suas causas: a mentalidade social e a falta de infraestrutura.
Deve-se pontuar, de início, que a mentalidade social é um dos limitadores dessa nova modalidade de ensino no Brasil, por fugir dos padrões, com uma abordagem que exige mais disciplina do aluno, causa um estranhamente em primeira vista. Nessa perspectiva, segundo o psicólogo suíço Jean Piaget: “O ser humano é ativo na construção de seu conhecimento e não uma massa ‘desforme’ a ser moldada pelo professor.” Ou seja, o desenvolvimento do autodidatismo é de suma importância para melhor aprendizagem, e tal habilidade é treinada no EAD, proporcionando muitas vezes, um estudo mais ativo, que devido à uma mentalidade retrógrada da sociedade, ainda não é visto como um bom método em contraponto às aulas presenciais.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de infraestrutura. O escritor brasileiro Eduardo Marinho defende que: “Não há competição onde há desigualdade de condições.” Tomando como norte a frase do autor, e observando a atual competitividade no mercado de trabalho, percebe-se a exigência de uma boa formação educacional, que, por muitas vezes, é deficitária em regiões periféricas, onde a população carece de condições adequadas para se capacitar de maneira remota. Apesar de uma das propostas do ensino a distância é justamente ser acessível a todos, na prática, não é o que ocorre por conta da negligência de investimentos na área.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas estratégicas para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Governo federal devem investir na infraestrutura tecnológica em regiões que careçam de tais condições, por meio de alocação de verbas governamentais, e isenção de impostos em serviços e aparelhos que sejam adquiridos com o objetivo do estudo a distância. Tal ação deve ser realizado com o apoio de especialistas que irão instruir os alunos para que utilizem os novos recursos da melhor forma. Espera-se, com isso, que o EAD se torne mais democrático e de qualidade. Talvez, assim, o direito a educação se torne de fato uma realidade.