Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 15/05/2021

O Inesperado Aconteceu

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as perspectivas e desafios da educação a distãncia no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para efetuar um ensino a distância eficaz. Nesse sentido, é possível a queda de rendimento dos alunos do Ensino Médio, a diferença de proficiência foi de menos 18 pontos, durante a pandemia do covid-19, na qual os alunos apenas estudaram em suas residências, de acordo com pesquisa feita pelo governo de São Paulo. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de infraestrutura tecnológica nas escolas e a condição finaceira dos alunos como impulsionador do problema no Brasil. Segundo o IBGE, 17 % dos estudantes dos estudantes de ensino público não tem acesso a internet. Diante de tal exposto, vemos que uma parte consideravel de estudantes não estão tendo nenhum ensino, prejudicando o futuro destes jovens. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a se perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de investimentos  em computadores e internet estável, realize uma evolução educacional voltada para a efetivação de aulas online, a fim de que alunos carentes consigam ter um estudo de qualidade. Assim, se consolidará uma sociedade onde o Estado cumpre corretamente seu ‘‘contrato social", tal como afirma John Locke.