Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 16/05/2021
Inclusão no ensino a distância
De acordo com Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” e, no contexto em que nos encontramos, uma pandemia mundial, mudar o mundo através da educação e o conhecimento é essencial. A partir dessa ideia, no momento em que estamos foi empregada a educação a distância no Brasil, a modalidade educacional na qual alunos e professores estão separados e faz-se necessária a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação. No entanto, esse método possui diversas dificuldades e é de certo modo elitista, visto que restringe a educação a uma parcela da população de estudantes e acarreta muitas vezes na evasão escolar e na reprovação.
Primeiramente, a reprovação e o abandono do ensino são problemas recorrentes no sistema de educação brasileiro, e com o ensino a distância, essa realidade foi acentuada e a disparidade socioeconômica do país ficou ainda mais evidente, uma vez que as classes sociais mais baixas da sociedade não possuem o acesso necessário à tecnologia e internet. Uma pesquisa feita pela TIC Educação 2019, aponta que quase 40% dos alunos de escolas públicas não têm computador, seja de mesa ou portátil, ou tablet, para estudar em casa, e portanto, isso contribui com a evasão escolar, que teve um aumento substancial em 2020.
Ademais, a falta de contato humano e convivência em comunidade, presente no ensino presencial, afeta diretamente as relações entre alunos e o aprendizado dos mesmos, sendo essa uma das perdas do ensino a distância. Segundo Aristóteles, “o homem tende à vida em sociedade porque nela, e somente nela, se torna plenamente humano.” e acredita que o homem precisa de outras pessoas porque é um ser carente, e assim, precisa das mesmas para se sentir pleno e feliz. Inserindo essa reflexão na realidade atual, o convívio social, que é essencial para o ser humano, foi perdido e, desse modo, no ensino a distância o relacionamento se torna superficial tanto para alunos como para professores.
Diante dos fatos supracitados, fica notório a necessidade de uma melhora no sistema de ensino a distância no Brasil, que é indispensavel no contexto atual. É necessario que o governo junto do Ministério da Educação, faça um pesquisa por intermédio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), para definir quais estudantes necessitam de assistência tecnológica para participar das aulas do ensino a distância, e assim prover os aparelhos necessários. Visando essas mudancas, essa modalidade educacional se tornaria mais inclusiva entre as classes sociais e, consequentemente, aberta a todos os estudantes.