Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 15/05/2021
“Cibercultura” - cultura pela internet - é um conceito difundido pelo sociólogo francês Pierre Lévy. Nesse sentido, todos devem ter acesso a esse meio, que facilita o aprendizado, levando-o, inclusive, às áreas remotas. No entanto, nem toda a sociedade possui aproximação com a educação a distância, devido à falta de acesso à internet, aliada a um contexto histórico incapacitado com esse método de ensino.
Em primeiro plano, é fundamental que o usuário possua acesso à internet, para que possa desfrutar do ensino a distância. Não obstante, facilitando o aprendizado, pois o aluno pode assistir às aulas de qualquer localidade, não necessariamente em um centro educacional. Entretanto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, mais de quarenta milhões de brasileiros não possuem acesso à rede digital, sendo prejudicados, pois não têm a possibilidade de aprender remotamente.
Sob outro prisma, mesmo com a Guerra Fria, no século XX, proporcionando o advento da internet, o ensino é, majoritariamente, oferecido de forma presencial. Outrossim, no Brasil, desde a catequização indígena, que foi executada “tête-a-tête”, há um forte legado enraizado na sociedade, com essa modalidade de aprendizado. Vale ressaltar que essa marca histórica faz com que haja o preconceito, seja por parte dos docentes - que não possuem costume com as câmeras -, seja por parte dos discentes - que crêem que esse método de ensino é ineficaz-.
Por fim, é imprescindível o auxílio do Governo Federal, proporcionando o acesso à internet a toda a população, por meio da criação de um programa que vise a implantar aparelhos de rede sem fio na residência dos necessitados. Ademais, é, também, fundamental, a ação do Ministério da Educação, concedendo aos professores cursos à noite - horário em que a maioria está livre-, para que estes sintam-se seguros para enfrentar as câmeras e possam assegurar os alunos de que esse método é eficaz, mudando a perspectiva do país e, consoante com o poeta Carlos Drummond, tirando essa pedra do meio do caminho da educação brasileira.