Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 17/05/2021
O “projeto” europeu, mais precisamente português, chamado “Brasil”, desde 1500 é guiado para uma centralização urbana favorecendo cidades como Salvador, Rio De Janeiro e São Paulo. Desse modo, a educação é um dos eixos afetados pelo impasse, gerando desigualdade quando comparado às zonas rurais. Tornando assim, de suma importância a análise e compreensão do tema para amenização da Problemática.
Nessa perspectiva, as zonas afastadas das grandes capitais são afetadas. No livro “Um lugar bem longe daqui”, da Delia Owens, é relatada a história de uma garota que vive no campo e por falta de educação, é obrigada a aprender a ler e escrever sozinha, utilizando livros antigos dos seus pais. Esse cenário infelizmente é real também fora da literatura, as zonas rurais são esquecidas pela mídia, além de uma briga política acentuada que prioriza as cidades de maior teor populacional, com intuito de cativar a maioria para uma possível reeleição.
Destarte, a partir de 2020 o problema foi agravado, em uma situação pandêmica as escolas foram obrigadas a fechar as portas, dando início a um modelo à distância, contudo, as zonas rurais carecem de boas redes de internet. Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 44% dos moradores de áreas rurais fazem uso da internet, nas áreas urbanas, o índice é de 70%. Esses dados mostram as desproporcionalidades, que tornam os modelos de ingressão do país cada vez mais injustos, tendo em vista que, as provas vestibulares como o ENEM são a nível nacional, sem divisão entre as cidades com maior qualidade de ensino e as cidades com menos preparadas.
É evidente, portanto, que o acesso restrito a internet é um impasse para a igualdade educacional. O Ministério da Educação -juntamente a grandes empresas de internet- deve instalar pontos de rede wifi nas zonas rurais, por meio dos impostos instituídos para a área da educação, além de fornecer aparelhos eletrônicos, como tablets e notebooks para família com menor renda nessas cidades, tornando assim, a educação democrática.