Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 05/06/2021
De acordo com o filósofo Pierre Lévy, o advento do ciberespaço, isto é, a comunicação por mundo virtual, possibilitou uma nova articulação do saber sob uma perspectiva educacional, em função das novas formas de adquirir conhecimentos através das tecnologias digitais. Sob essa óptica, destaca-se o papel da educação a distância (EAD) na contemporaneidade, que viabilizou uma maior acessibilidade ao ensino. Entretanto, nota-se uma necessidade de rompimento das práticas pedagógicas tradicionais, a fim de estabelecer um maior dinamismo ao ensino e contribuir com a alfabetização digital.
Em primeiro plano, é necessário evidenciar que o Brasil é um país com dimensões continentais. Por consequência, a introdução ao ensino torna-se inacessível em algumas áreas devido a ausência de instituições. Por outro lado, o advento do EAD proporcionou uma maior acessibilidade econômica e social aos indivíduos que vivem em determinadas regiões. Isto é, os valores instituídos configuram em mensalidades mais baratas, de modo a contribuir com a democratização do acesso. Além disso, tal abordagem de ensino representa uma oportunidade de acesso ao conhecimento, gerando, assim, uma maior inserção de pessoas no mercado de trabalho.
Ademais, de acordo com o pensamento de Lev Vygotsky, as transformações sociais perpassam obrigatoriamente por alterações nos princípios da educação. Em virtude disso, urge a necessidade de mudanças na formação educacional do professor, visto que estes são preparados especificamente para o ambiente físico educacional. Portanto, saber utilizar dos recursos tecnológicos e aplicá-los de forma inovadora e criativa no ensino é de fundamental importância para promoção de um maior interesse e engajamento aluno-professor, visto que o ambiente do EAD é cômodo e de fácil distração dos alunos.
Em suma, diante dos argumentos apresentados, cabe ao Ministério da Educação investir em projetos que facilitem o acesso ao ensino a distância, principalmente nas regiões de baixa infraestrutura educacional, por intermédio de políticas públicas que ofereçam um maior incentivo à abertura de EAD em instituições privadas e públicas. Por fim, às instituições de ensino superior a inserção de disciplinas de capacitação tecnológica para docentes. Dessa forma, se gozará do novo dinamismo em adquirir conhecimentos através das novas tecnologias, como estabelecera Pierre Lévy.