Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 02/10/2021
Em 1988,representantes do povo, reunidos em Assembleia Constituinte, estabeleceram o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Todavia, ao se observar os desafios do ensino a distância-EAD-, percebe-se que esse direito é utópico, visto que esses obstáculos são tratados com indiferença no Brasil. Com isso, há de se combater a negligência estatal, bem como a desigualdade social.
Diante desse cenário, segundo o filósofo empirista John Locke, o Estado deve garantir os direitos inalienáveis a sociedade, como o direito à educação. No entanto, quando se vê a indiligência do Poder Público diante da falta de recurso para o ensino remoto, nota-se que as ações do Estado vão ao encontro do que foi proposto por Locke, na medida que a nação verde-amarela não tem iniciativas capazes de assegurar um EAD de qualidade a todo o povo. Desse modo, não é razoável que, embora busque tornar-se um país desnvolvido, o Brasil persista em negar um ensino de igualitário.
Além disso, a filósofa francesa Simone Beauvoir desenvolveu um conceito conhecido como Invisibilidade Social, que diz respeito ao processo de marginalização sofrido por determinado grupo excluído. Dessa forma, a desigualdade social coopera para invisibilidade denunciada por Beauvoir, de modo que 35% dos alunos brasileiros não têm acesso à internet acabam sendo prejudicados no ensino por não conseguir assistir as aulas remotas, segundo o site R7. Assim, enquanto a exclusão for a regra os brasileiros terão que conviver com uma das mais graves mazelas sociais: a desigualdade.
Verifica-se, portanto, que para garantir uma educação a distância de qualidade, o Estado deve promover o acesso de todos ao ensinamento remoto, por meio da disponibilização de materiais gravados, para que o aluno possa acompanhar as aulas em casa sem precisar acessar à internet. Essa iniciativa teria a finalidade de afirmar a participação da nação e, de sorte, conseguirá mitigar a desigualdade social.