Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 17/08/2021

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sagah, as projeções apontam que até em 2023, mais alunos estarão matriculados em curso EAD do que em cursos presenciais. No entanto, não há dúvidas de que o ensino a distância no Brasil vem se tornando preferência entre os estudantes. Isso porque é colocado em pauta seus benefícios como a economia e a praticidade em relação a locomoção, por exemplo.

Em contrapartida, o modelo de ensino a distância ainda é bastante questionado, não só quando se trata do preconceito enraizado por parte da sociedade em diminuir o ensino online, fazendo assim uma comparação com ensino presencial, ao impor que alunos e profissionais com base de conhecimento online são menos capacitados do que indivíduos com uma base de conhecimento presencial. Mas também questiona-se o fato da desigualdade social, pois uma porção da população não têm acesso a tecnologia. Um exemplo disso, foi a chegada da pandemia, onde estudantes foram prejudicados na questão da educação por falta de acesso a internet e até mesmo pessoas que tinham acesso a internet, mas que estudavam em instituições públicas que não disponibilizaram o acesso. Sendo assim, é evidente a falta de organização e investimento por parte da sociedade e do estado.

Entretanto, de acordo com uma pesquisa da universidade Unopar, a modalidade EAD teve seu primeiro registro em 1904, com uma ação do Jornal do Brasil que começou a oferecer um curso voltado para datilógrafos, por meio de correspondências. Mas, o modelo de ensino online ganhou ainda mais destaque por volta de 2017, quando, principalmente faculdades, implantaram diversos cursos onlines, tornando-se assim, a melhor opção para pessoas mais velhas por conta da adaptação de horário, do deslocamento e até mesmo o custo benefício. Desde então, essa maneira de ensino vem cada vez mais ganhando visibilidade, logo é um meio prático de se ter acesso a educação.

Diante do exposto, é necesário a contribuição da sociedade e do estado no aprimoramento do ensino a distância quando se trata de falta de investimento e desorganização no sistema, associados aos casos de famílias com condições econômicas baixas e sem acesso a tecnologia. Sendo esses então, alguns dos motivos que levam o Brasil a ser considerado um país educacionalmente atrasado.