Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 07/09/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988 todo cidadão tem direito a educação gratuita e de qualidade. Entretanto, a realidade do ensino a distância no Brasil, diverge da legislação e tem colocado esse direito em risco. Em suma, vê-se que esse cenário, motivado, principalmente, pelo preconceito em relação ao ensino a distância e, também, pela falta de inclusão digital que se expande no Brasil, representam um obstáculo a ser enfrentado pela sociedade brasileira.

Cabe analisar, de início, o impacto da qualidade da educação a distância no Brasil frente à problemática. Desse modo, o educador Paulo Freire destaca: “A educação não transforma o mundo, a educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo”, logo é fundamental uma educação de excelente qualidade para assegurar a transformação do mundo. Contudo, a falta de políticas públicas voltadas para investir na melhoria do ensino a distância, ressalta a negligência governamental para com os estudantes que dependem dessa modalidade, uma vez que a ausência de investimentos em pesquisas de cunho científico quanto à expansão das práticas educativas aplicadas aos novos meios e ao avanço dos recursos tecnológicos, proporciona um preconceito generalizado quanto à qualidade de do ensino.

Outrossim, vale destacar que a falta de inclusão digital no Brasil é um fator de retrocesso no ensino. Nesse viés, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, em maio de 2020, 4,8 milhões de crianças e adolescentes, na faixa de 9 a 17 anos, não têm acesso à internet em casa no Brasil. O dado corresponde a 17% da população brasileira nesta faixa etária. Logo, é evidente que a falta de acesso à internet torna inviável a educação a distância, o que afirma que a disparidade social é um fator agravante na problemática, e que deve ser erradicado de imediato.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar o problema. Para isso, o Ministério da Educação deve investir na formação de profissionais do novo meio de ensino , para estimular e despreconceituar o EAD, por meio de bolsas de estudos e cursos profissionalizantes que estimulem a melhoria do ensino, a fim de suavizar o imbróglio. Além disso, cabe ao Ministério da Economia dimunuir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), com o intuito de estimular a compra de aparelhos eletrônicos nas classes sociais mais baixas, para isso ministro da economia deve decretar a diminuição do imposto, para assim expandir o ensino a distância no Brasil de maneira efetiva e de qualidade.