Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 09/09/2021
Durante a crise do Covid-19, as escolas brasileiras foram fechadas para não contribuir com o avanço da doença. Essa medida, levou à transformação do ensino presencial para o ensino on-line, no formato de educação a distância (EAD). Nesse cenário, foi visível a ineficiência do Estado em promover essa transformação dentro da educação pública brasileira, devido ao atrasa tecnológico das escolas e o baixo incentivo financeiro no processo educacional.
Em primeira análise, cerca de 75% dos alunos de escola pública enfrentaram dificuldades para adaptarem-se ao novo sistema e na escola privada apenas 15% dos alunos apresentaram algum entrave com o sistema EAD, conforme apresentada o Jornal Globo no ano de 2020. Dessa maneira, mostra-se a disparidade entre o ensino público e privado no cenário nacional, além disso, o ensino on-line contribui na inserção da educação e da profissionalização dos indivíduos na sociedade, por causa dos cursos técnico e profissionalizantes disponíveis aos brasileiros. Logo, na visão macro educacional a educação a distância no brasil é de extrema importância para reverter a ineficácia do Estado na gestão da educação.
Em segunda análise, o pedagogo Carlos Tavares informou em seu livro “A união da tecnológica e a educação” que é importante o suporte financeiro na tecnologia educacional para acelerar e melhorar a educação brasileira. Diante disso, o notório abandono educacional e o preconceito com o sistema moderno de ensino são lamentáveis frente ao grande avanço social e econômico que pode ser gerado pelo uso da educação a distância, sendo o resultado da ausência de incentivo a modernização no ensino. Conforme o geografo Nilton Santos que relatou sobre a relevância da educação moderna na globalização, assim, tornando-se o Brasil um país fora do cenário atual da modernidade. Logo, esse atraso tecnológico e o preconceito enraizado dos novos modelos de ensino devem ser transformado para reverter essa realidade lamentável.
Portanto, frente ao atraso tecnológico e educacional brasileiro é urgente a atuação de órgãos público e privados para modificar esse cenário. Cabe ao Estado implementar na grade curricular nacional projetos de ensino relacionando com os meios tecnológicos, por meio do auxílio do setor privado que contribui com renovação digital e recebe incentivos econômicos para o crescimento e melhoria na base industrial oriundo desse avanço educacional. Dessa forma, unindo-se as necessidades para mitigar o atraso tecnológico educacional e promover o crescimento do EAD dos cursos técnicos, a fim de reduzir o desemprego brasileiro e aumentar o grau educacional dos brasileiros.