Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 12/09/2021

O sociolólogo Manuel Castells, em sua obra “A Sociedade em Rede”, aborda como a evolução da tecnologia da informação e comunicação (TIC) originou uma nova forma de sociedade. Ademais, o autor discorre sobre a mudança do capitalismo industrial para o capitalismo informacional, em que as (TICs) têm grande influência nas relações de trabalho e produção. Na contemporaineidade, as perspectivas e desafios do ensino a distância no Brasil (EAD) são grandes, uma vez que a falta de padronização dos cursos traz à tona a baixa qualidade dessa didática a distância.

Primeiramente, é imprescindível salientar a não ocorrência da padronização dos cursos oferecidos no país. Isso é explicado conforme o sociólogo Edgar Morin, em sua obra “A Educação para a Complexidade”. Na teoria, o autor pondera acerca de variedades de disposições, estratos econômicos, emoções e cultura. Dessa forma, a inexistência de padronização dos cursos simplifica o (EAD) em um país de território continental. Assim, o obstáculo para uma educação a distância homogênea é postergado.

Além disso, é oportuno comentar que a baixa qualidade do (EAD) é evidente. Isso acontece devido à pequena relação pessoal entre aluno e professor. Sob essa perspectiva, nota-se que eventuais dúvidas e disciplinas práticas, que requerem contato humano, não são possíveis apenas na esfera digital. Logo, a não interação presencial entre estudante e lecionador delonga a frágil qualidade do (EAD).

Depreende-se, portanto, que uma medida seja encontrada para mitigar os problemas supracitados. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, órgão responsável pelos interesses da administração federal em todo terrirório nacional, elaborar diretrizes e resoluções sobre o tema do (EAD), por meio do Ministério da Educação (MEC). Espera-se, com isso, que a padronização dos cursos seja estabelecida e consequentemente a baixa qualidade do Ensino proposto seja minimizada.