Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 09/11/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, no Artigo 205, todos os cidadãos têm direito a educação e é dever do Estado garantir tal assertiva. Nesse contexto, evidencia-se a grande demanda pelo ensino a distância (EAD), conforme dados do G1 21% dos alunos efetivamente fazem parte do ensino superior. Dessa forma, ainda que as plataformas digitais de aprendizagem possam oferecer flexibilização e diferentes modalidades para os seus alunos, é notório os desafios emancipados por essas instituições, como a dependência de uma internet de qualidade e profissionais capacitados para a linguagem digital.
Em primeiro lugar, é relevante destacar o papel dos ambientes virtuais na construção democrática do ensino brasileiro. Sobretudo, por se tratar de um sistema remoto, muitos alunos conseguem adequar sua rotina, haja vista que parte das aulas são gravadas, ou seja, o estudante poderá se programar de forma autônoma. Conforme o conceito de ciberdemocracia do filósofo Pierre Lévy, a internet proporciona um progresso de igualdade social. Isso é evidenciado com as novas técnicas de comunicação - áudio, vídeo e bibliografias digitais - aplicadas pelo EAD. Logo, é importante ressaltar que o acesso à educação consegue abranger diversas classes sociais e o responsável por isso são as redes on-line.
Em segundo lugar, deve-se pontuar a péssima qualidade da internet fornecida à população, principalmente em regiões do interior brasileiro. Evidentemente, esse problema está relacionado aos altos custos de implementação infraestrutural dos planos de banda larga, encarecendo o custo final. Nesse sentido, é indubitável que a internet torna-se elitizada, tendo como efeito a exclusão social. Ademais, é fato que o EAD necessita de docentes aptos à linguagem digital, visto que a maioria das aulas são ministradas por meio de aplicativos nos computares ou celulares. Dessa maneira, faz-se necessário o domínio técnico das informações eletrônicas já que uma aula de qualidade depende intrinsecamente de profissionais capacitados.
Tendo em vista os empecilhos da educação a distância uma interferência é fundamental. Portanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em conjunto com o Ministério da Educação, deve subsidiar planos de banda larga, por intermédio do orçamento ministerial, com o objetivo de reduzir os grandes custos voltados para a sociedade, especificamente aos brasileiros que se encontram nos municípios do interior do país. Ademais, promover políticas de capacitação para os profissionais da área da educação - professores, diretores, pedagogos - por meio de cursos especializantes. Assim, será possível que a população tenha seus direitos efetivados conforme a Carta Magna.