Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 17/11/2021

Em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou publicamente que o acesso à internet deve ser enxergado como um direito humano. De acordo com ela, a rede mundial de computadores “permite que indíviduos busquem, encontrem, e compartilhem informações de todos os tipos, de uma forma instantânea e barata”, além de “impulsionar para o progresso da humanidade como um todo”. Apesar da educação a EaD oferecer a possibilidade de levar a educação a indíviduos historicamente excluídos socialmente, do modo como essa se dá hoje, ainda é alvo de preconceito e enfrenta como obstacúlos, a exclusão digital e o sucateamento dos cursos.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o EaD disponibilza maior acessibilidade financeira, estrutural e temporal. Visto que, cursos a distância são mais baratos que os presenciais, o acesso para pessoas que moram em lugares mais remotos (como interiores) fica mais fácil e as pessoas conseguem conciliar o tempo do trabalho e de estudos. Além disso, elas desenvolvem maior alinhameto às formas atuais de comunicação (desenvolvimento de habilidades tecnológicas).

No entanto, o preconceito em relação a educação a distância ainda predomina na sociedade brasileira, a ideia de que o EaD é necessariamente de menor qualidade. Isso em geral, é um reflexo do sucateamento histórico do ensino à distância que deve ser combatido. Além de tudo, infelizmente, observa-se um certo mercantilismo educacional, a educação a distância sucateada seria um jeito de maximizar os lucros dos grupos educacionais.

Em virtude dos fatos mencionados, remediar esse problema é imprescíndivel, logo, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Educação deve ampliar subsidios para compra de equipamentos e para planos de banda larga residenciais, escolares e comunitários de baixa renda. Deve haver ampliações de programas e cursos de capacitação profissional para EaD. Além do mais, seria de suma importância a divulgação de regras do EaD no Brasil. Para que só assim, a sociedade se livre do preconceito quanto ao ensino à distância e para que todos tenham acesso a educação, sem exclusões.