Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 19/11/2021

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o pleno direito à educação, à dignidade humana e ao bem-estar social. No Brasil, entretanto, a falta de mobilização efetiva por parte do Estado tem impedido que tais garantias sejam postas em prática permitindo, assim, o aumento dos problemas ligados à educação a distância. Isso se evidencia não só pela falta de investimento na capacitação dos professores, como também pela precariedade de estruturas tecnológicas nas escolas públicas.

Diante desse cenário, cabe ressaltar que a falta de investimentos na capacitação dos professores é um grande responsável pela complexidade do problema. Sob essa ótica, o filme “O Menino que Descobriu o Vento” conta a história de Wiliam, um garoto que vivia em uma área rural na África sob baixa condição social e educacional e que, por está longe da escola, precisou de muito esforço para executar sua invenção a fim de ajudar seu vilarejo a enfrentar a seca. No Brasil, não muito diferente do filme, milhões de crianças e adolescentes vivem longe do ambiente virtual escolar e, os que conseguem ingressar, sentem o despreparo dos professores. É, portanto, inadmissível que no Brasil, um dos países mais desenvolvidos da América Latina, o Estado não invista o necessário no preparo de seus professores.

Além disso, a ausência de estrutura tecnológica nas escolas públicas do país é um forte empecilho para a resolução do problema. Nesse sentido, segundo dado da Fundação Getúlio Vargas, a taxa geral de investimentos no Brasil, somando setores públicos e privados, está em seu menos nível nos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre problemas coletivos, como a questão da estruturação tecnológica das escolas públicas, é necessário investimento massivo e, como há uma lacuna financeira, a solução tem sido complicada.

Portanto, faz-se necessária a adoção de medidas para a reversão dos problemas relacionados ao aumento da evasão escolar. Para isso, cabe ao Governo Federal, poder máximo da nação, por meio de parcerias com o Ministério da Justiça, criar uma lei que garanta a aplicação de recursos para a capacitação do corpo docente da rede pública, com a finalidade de melhorar a qualidade da educação no país. Ademais, o Ministério da Educação, órgão responsável pela regulação do ensino, mediante parcerias com empresas privadas, deve buscar a estruturação e aparelhamento técnico digital das escolas públicas, com a finalidade de garantir uma maior inclusão digital educacional. Mediante essas ações, espera-se uma atenuação nos efeitos do aumento da evasão escolar e, assim assim, fazer valer a Constituição Federal de 1988 para a democratização do ensino público no país.