Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 20/11/2021
A educação á distância surgiu na década de 40 através da Universidade do Ar que levava conhecimento em um canal de rádio. O tempo passou e essa modalidade foi se inovando até o ano pendêmico de 2020, onde todas as unidades de educação tiveram que a acatar esse método de ensino. Sobre ele, existem duas problemáticas que não podem ser negligenciadas, são elas: a legitimidade do aprendizado e a restrição ao contato humano.
Em primeiro plano, urge analisar a aptidão de um profissional formado pelo EAD. Em uma pesquisa do G1 com a estudante Bruna Moura, ela afirma que no início de seu processo de transição do ensino presencial para online, teve muita dificuldade e refez várias aulas para consumir todo o conteúdo. A disposição de Bruna não é encontrada em todos os estudantes, portanto, o aprendizado pode ser muito baixo e o certificado ao final do curso será o mesmo de um aluno esforçado.
Cabe ainda, ressaltar que os níveis de depressão e ansiedade tiveram um aumento significativo em 2020, visto que as relações todas se tornaram frias e virtuais devido à situação do coronavírus. Desde a infância até a velhice, os seres humanos necessitam do convívio face-a-face com outras pessoas e o ensino à distância abala o emocional nesse sentido. O livro romance “A cinco passos de você” estabelece a importância do contato através da seguinte frase: “Nós precisamos ser tocados por quem amamos quase tanto quanto precisamos do ar que respiramos”.
Fica claro, portanto, que a educação à distância no Brasil enfrenta diversos problemas. Cabe ao governo, através do Ministério da Educação tornar mais severas as condições de aprovação das instituições à distância. Cabe também aos estudantes que cogitam o EAD, analisarem seus perfis a fim de questionarem-se sobre seu rendimento e desempenho diante das telas educadoras e só então, começarem seus cursos. Com efeito, o país estará com seu foco na profissionalização sadia e consciente de pessoas.