Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 30/11/2021
Com o Advento da Internet e seus avanços posteriores, várias situações antes impensáveis tornaram-se corriqueiras, entre elas a modalidade de ensino a distância (EaD). Dito isto, no Brasil esse maneira de ensinar vem se tornando cada vez mais popular e traz de maneira intrínseca grandes dilemas e desafios. Entre eles destacam-se, a qualidade oferecida pelos cursos que seguem este modelo e a má remuneração dos profissionais da educação.
Primeiramente, de acordo com o Censo do Ensino Superior, o ensino a distância ultrapassou o número de vagas ofertadas pelo ensino convencional pela primeira vez na história, no ano de 2018. Foram 7,1 milhões de vagas na modalidade EaD contra 6,3 milhões do ensino tradicional. Deste modo, a fiscalização tornou-se mais difícil devido ao aumento exponencial do número de vagas abertas, uma vez que segundo o mesmo censo, o número era de 4,7 milhões de vagas na graduação a distância no ano anterior. Este fator faz com que cursos sem a devida qualidade necessária possam conceder diplomas sem que haja um monitoramento preciso por parte dos orgãos reguladores.
Ademais, outro problema gerado pelo crescimento desenfreado deste tipo de modalidade educacional é a desvalorização do valor pago na hora-aula. Afinal, com mais empresas oferencendo cursos remotos a demanda por professores diminui fazendo com que a oferta não se mantenha equilibrada. Por serem em grande maioria instituições que visam o lucro no setor de educação, o corte de gastos e a baixa remuneração são caracteristícas inerentes as mesmas. Segundo a econimista Crsitina, esses avanços são prejudiciais pois precarizam a infraestrutura e por conseguinte nota-se prejuízos no conteúdo.
Portanto é de suma importância para a qualidade da educação no Brasil que o Ministério da Educação (MEC) crie orgãos especializados no ensino a distância. Estes orgãos teriam como objetivo fiscalizar e multar instituições que não estevissem cumprindo com as normas predeterminadas pelo MEC. Seria feito por meio da contratação de profissionais para a fiscalização e da elaboração de normas de funcionamento, sendo custeado através da verba de ensino superior prevista anualmente no orçamento do governo federal. Além disso, a fiscalização se daria através da criação de um portal para que se possa receber denúncias que seriam posteriormente investigadas pelos agentes contratatos pelo orgão.