Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 04/12/2021

Educação a distância (EaD) é uma forma de ensino-aprendizagem mediada por tecnologias, que permite professores e alunos estejam em ambientes físicos e temporais diferentes. Apesar da boa perspectiva, da notabilidade e de prover educação a indivíduos, historicamente, excluídos socialmente no Brasil, ela ainda é alvo de preconceitos e enfrenta desafios atualmente. Por isso, cabe analisar suas vantagens e seus obstáculos para a reversão desse cenário, que se encontra defasado.

Nesse sentido, filósofo francês Pierre Levy conceituou “Cibercultura”: circunstância em que as diversas facetas da sociedade contemporânea ultrapassam os limites entre o real e o virtual. Nesse contexto, muitos benefícios para os brasileiros, mormente, mais vulneráveis economicamente podem ser listados quando se faz o uso da EaD. Dentre eles, pode-se destacar maior acessibilidade, alinhamento com as formas atuais de comunicação e diversificação dos estímulos educativos. Assim, é vital amplificar essas benesses em todas suas formas, uma vez que esses ganhos são de extrema notoriedade hodiernamente

Ademais, de acordo com os dados do censo de 2015, no Brasil, 70% das instituições públicas que oferecem curso EaD contam com alunos que trabalham além de estudar e 51% aumentaram os recursos destinados à melhoria ou  à implementação dessa modalidade. Entretanto, há muitos embaraços a serem combatidos para alcançar níveis ideais, tais como o sucateamento dos cursos oferecidos, o mercantilismo educacional e até mesmo a exclusão digital, seja por falta de infraestrutura ou por questões institucionais, que precisam ser enfrentados quando se aborda essa espécie educacional. Dessa forma, diante de sua relevância, urge minimizar esses empecilhos para melhorar as estatísticas atuais e elevar o padrão nacional de instrução.

Destarte, é mister conscientizar o corpo social da importância da ampliação da EaD, bem como superar os óbices existentes nesta variante de ensino. Para isso, Ministério da Educação deve divulgar  as prerrogativas desse modelo de estudo, por meio de campanhas informacionais detalhadas em escolas. Paralelamente, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve promover a compra de equipamentos e ofertar banda larga às instituições educacionais mais carentes, por intermédio  de  Parcerias Público-Privadas em que a iniciativa privada receberá subsídios governamentais, como as isenções fiscais, e serão patrocinadoras dos recursos e das assistências a serem ofertadas aos estudantes menos favorecidos. Desse modo, a EaD será plenamente democratizada e fará valer a afirmação de Manuel Castells “O futuro da aprendizagem é a sociedade em rede”.