Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 02/03/2022

No Brasil, a Educação a Distância (EAD) foi iniciada na década de 40 pelo Senac, essa era chamada Universidade do Ar e as aulas eram ministradas por meio do rá-dio. Recentemente, os EADs foram consolidados devido as restrições decorrentes da pandemia de COVID-19. Porém, nem todos os cursos são bons e os métodos de avaliação do Ministério da Educação (MEC) deixam a desejar na hora de classificá-los.

Quanto à qualidade, existem cursos a distância que concedem diplomas sem que o aluno esteja pronto para exercer a profissão correspondente. Por exmeplo, a estudante Jenifer Sousa relata que no seu curso de educação física a distância só são feitas aulas práticas uma vez por mês. Evidentemente, são poucas aulas para um curso que exige tanto contato como esse. Nesse sentido, o MEC avalia os cur-sos principalmente quanto ao material de ensino e a programas de pesquisa e ex-tensão. No entanto, o número de ex-alunos que trabalham no mesmo assunto do curso não é um indicador para o MEC. Por certo que esse sim, mostraria sucesso na transmissão de conhecimentos.

Quanto ao mercado de trabalho, os candidatos a vagas de emprego são ava-liados por meio de entrevistas e, durante o trabalho, são avaliados pelos superiores e pelos resultados que apresentam. Portanto, atuar em sua área de estudo é um desafio que requer sólida formação intelectual, a qual evidenciaria a qualidade do curso prestado pelo indivíduo.

Em suma, os EADs são positivos para a formação dos brasileiros, porém, necessitam de avaliados métricas mais eficientes para classificá-los. Para isso, o MEC deveria incluir um indicador que conta quantos ex-alunos atuam na área do curso avaliado. Dessa forma, seria possível verificar se esse curso de fato prepara pessoas para assumirem responsabilidades perante a sociedade ou se apenas concedem diplomas sem valor.