Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 03/06/2022
A Constituição assegura o direito à educação de qualidade aos cidadãos. Nesse contexto, insere-se a discussão sobre o ensino a distância no Brasil. Logo, é preciso analisar a sua adequação às novas tecnologias e a desigualdade no acesso à Internet para, então, entender suas perspectivas e seus desafios.
Sob essa ótica, destaca-se a adaptação aos novos meios tecnológicos. Graças à 4ª Revolução Industrial, a tecnologia melhorou e se consolidou como parte essencial da sociedade. Assim, fazer com que a educação participe desse ambiente é um avanço fundamental, haja vista a possibilidade de aumentar o alcance ao ensino por meio de celulares e computadores. Como resultado, mais pessoas tem a oportunidade de aprimorar suas capacidades intelectuais e conseguir um diploma.
Contudo, vale citar a distribuição desigual da Internet. Segundo uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2020, seis milhões de estudantes não possuem acesso à rede virtual. Isso é alarmante, pois impede o uso democratizado do ensino a distância, de modo a dificultar sua aplicação em larga escala e diminuir as alternativas de aprendizados a esses indivíduos. Ante o exposto, nota-se que tal modalidade de educação é ineficiente frente às discrepâncias digitais.
Portanto, é necessário solucionar o panorama em questão. Para tanto, a fim de garantir um ensino acessível e de qualidade, cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, promover o acesso à Internet, mediante a disponibilização de locais públicos, como bibliotecas e escolas, que possibilitem a utilização de equipamentos tecnológicos, de forma a contornar as disparidades digitais e fomentar a adequação do aprendizado à tecnologia. Destarte, a Constituição será respeitada.