Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 14/06/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal benefício não se tem evidenciado com ênfase, na prática, quando se observam os desafios da educação a distância no Brasil, dificultando, assim, a universalidade desse direito social tão importante. Diante dessa situação, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Nessa perspectiva, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para auxiliar o combate aos desafios da educação a distância na sociedade brasileira. Nesse sentido, é importante salientar que diversos são os desafios do EAD- educação a distância- no Brasil: privação da socialização em ambientes de aprendizagem,insuficiência de disciplina por parte do educando, falta de acesso aos meios necessários, entre outros.Essa situação, segundo os ideais do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que lamentavelmente é evidente no Brasil.
Além disso, é fundamental destacar que, aproximadamente, 30% da população brasileira não tem acesso à internet, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), esse quadro comprova que o EAD é uma educação excludente no Brasil. Vale salientar, ainda, que a igualdade educacional brasileira não passa de uma utopia social, sendo uma importante incógnita a ser solucionada. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a ser uma realidade brasileira.
Percebe-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo federal, por meio da criação de políticas públicas, direcione verbas para a criação de órgãos especializados na regularização do acesso ao EAD no Brasil, a fim de atenuar a desiguldade educacional do país Paralelamente, é necessária a criação de campanhas sobre a igualdade educacional nos principais meios midiáticos do país.Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais empática, na qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, como afirma John Locke.