Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/06/2022

No período anterior à pandemia de Covid-19, a educação a distância já estava em expansão. O Brasil em 2007 experimentava a EAD nos moldes atuais, e 10 anos depois a associação brasileira de educação a distância reportou 7 milhões de brasi-

leiros matriculados na modalidade. A discussão dos desafios e perspectivas da EAD tomaram atenção de parte da sociedade que repentinamente encontrou-se obriga-

da a aderir à educação a distância.

Os problemas atualmente mais evidentes à opinião pública são a falta de meios de acesso e a baixa qualidade e velocidade de conexão com a Internet. Pesquisas de centros governamentais de TI brasileiros apontam que 4 em cada 5 lares brasi-

leiros possuem acesso, mas só 1 deles têm banda larga. Um outro problema, talvez não perceptível, mas de profundo impacto, é a adequação do material. Levanta-

mento da UFMG afirma que 90% dos professores não têm qualquer tipo de expe-

riência com ferramentas EAD, e o domínio das ferramentas é fundamental para a melhoria da qualidade do material de ensino.

O professor deve entender a dinâmica do EAD e ser preparado para a utilização dos ambientes virtuais. O contato com as ferramentas e possibilidades pedagógi-

cas deve ser feito ainda na licenciatura. A expansão da pós-graduação com práticas relacionadas é também fundamental. O professor, ao entender as limitações tecno-

lógicas e como o aluno interage com o conteúdo educacional, provê alternativas e utiliza outros recursos tecnológicos de acordo com as possibilidades dos alunos e minimiza assim problemas já citados, como a baixa qualidade da conexão.

Tais soluções têm impacto relevante no discente, pois a taxa de evasão no EAD chega a 50%, segundo dados abertos de universidades públicas. De modo geral, são muitos os desafios na educação a distância com objetivo de melhoria de quali-

dade. Atenção à infraestrutura de TI da instituições de ensino e programas específi-

cos para melhoria de conexão com a Internet são exemplos. Porém, não há pers-pectiva de mudança relevante na qualidade de ensino com essas intervenções iso-

ladas. Faz-se fundamentalmente necessária mudanças da relação dos professores com o novo paradigma de ensino que tanto cresce no país.