Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 19/08/2022

No ano 2020 deu-se início a pandemia do Covid 19, no qual os países do mundo decretavam o “lock down”, uma medida que fechava os lugares que tinham circulação de pessoas, como as escolas e os comércios. O fechamento das escolas acarretou grandes problemas na educação, já que os alunos não tinham onde estudar, e poucas escolas tinham condições de ter o EAD (ensino a distância). Nesse contexto, nota-se que o EAD ainda é um grande desafio no país. Tal adversidade é fruto inegável de uma falta de medidas do governo e uma elitização do estudo.

Em uma primeira análise, é importante destacar a falta de medidas governamentais. Segundo uma pesquisa do ABRH, o Brasil ocupa 60ª posição em ranking de educação em lista com 76 países. O Brasil nunca foi exemplo no quesito educação, sempre ficávamos no nível baixo do ranking, a pandemia só evidenciou um problema de anos. Dessa forma, o EAD se tornou algo completamente inviável no Brasil, já que grande parte das escolas, principalmente as públicas, não tinham boas condições, já que para ter o EAD requereria computadores/celulares e uma boa conexão com a internet.

Ademais, é fundamental apontar a elitização dos estudos no Brasil. Segundo o TIC Educação, apenas 14% das escolas públicas tinham estrutura de EAD, enquanto nas escolas particulares era 64%. Desse modo, ver-se que ocorre uma elitização nos estudos, em que os alunos de escolas privadas tinham acesso ao estudo, enquanto os de escolas públicas não. Tornando a educação elitista, no qual só quem tem dinheiro consegue ter acesso a educação. Logo, é preciso que esse cenário seja revertido.

Em suma, medidas são cruciais para amenizar as dificuldades do ensino a distância no país. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por disseminar conhecimento, criar um programa de “Bolsa Tecnologia Educativa”, o qual ofereça aparelhos tecnológicos aos discentes de baixa renda, por intermédio da parceria de empresas locais, buscando oferecer qualidade no EAD. Assim, se consolidará uma educação mais igualitária para todos.