Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 15/09/2022

A Organização das Nações Unidas (ONU), declarou o acesso à internet um direito humano. Conquanto , tal direito não tem sido aplicado com ênfase na prática, dificultando assim, o acesso à educação virtual, haja vista que, nem todos possuem conexão à rede de qualidade . Dessa forma, esse aspecto é caracteri-zado pela grande desigualdade brasileira, bem como a falta de capital redirecio-nado à essa parte da população. Nesse contexto, faz-se imperiosa a análise das perscpectivas e dos desafios que inviabilizam a aplicação dessa modalidade.

Em primeira análise, deve-se ressaltar os múltiplos benefícios que a Educação à distância oferece, como por exemplo, horários flexíveis, onde o próprio aluno pode estabelecer seu padrão de estudos, podendo realiza-lo em qualquer lugar. Além disso, vale destacar a multimodalidade de ferramentas, tal como recursos visuais e auditivos, e ainda a interatividade com professores e alunos. Tais fatores contribuem significativamete para democratização da educação, diante à facilidade multimodal, permitindo a formação de indivíduos, que não podem realizar sua formação no ambiente de ensino convencional, sem falar do baixo custo que o que os cursos virtuais apresentam.

Ademais, é fundamental pontuar a ausência de medidas governamentais, no que concerne à falta de investimentos em lugares remotos com pouca cobertura de rede, impossibilitando assim, a democratizão da internet e consequentemente, ao ensino virtual. Essa conjuntura, segundo as ideias do Filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do contrato social, considerando-se que o Estado não tem garantido o acesso, desse direito humano tão essencial do século XXI, a todas extensões brasileiras.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater os desafios existentes no cenário da Educação à distancia no Brasil. Logo, necessita-se que o tribunal de Contas da União direcione capital ao Ministério da ciência e tecnologia em parceria com o Ministério da Cidadania, para que seja criados pontos de acesso em locais públicos, principalmente em locais mais remotos, tal como espaços comunitários para que os alunos possam não só ter conexão à rede, mas um local apropriado para exercerem seus direitos à educação, democraticamente.