Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 31/05/2023
A Educação a Distância (EAD) consiste numa modalidade de ensino que ultrapassa os limites espaciais, podendo auxiliar na realização do direito à educação previsto no Artigo 6º da Constituição brasileira. Todavia, para efetivar isso, é fundamental enfrentar desafios basilares. Entre eles, destaca-se a incapacitação dos profisisonais para dominar os instrumentos de trabalho desse meio e a superação da desigualdade social como entrave ao pleno acesso à EAD.
Inicialmente, é essencial expôr que muitos educadores ainda não estão adaptados a essa forma de ensino. Isso ficou claro durante a Pandemia de COVID-19, em que foi noticiado por mídias como o G1 a dificuldade dos professores de se adequarem as plataformas tecnológicas, seja por razão logísitca ou material, ocasionando uma experiência insatisfatória — fato resultante do pouco preparo para enfrentamento de problemas dessa ordem nas disciplinas da licenciatura. Assim, embora sejam existentes os benefícios proporcionados pela EAD, como a transposição de barreiras físicas, o equívoco de desconsiderar essa ferramenta como possibilidade educacional não inclui o seu domínio nas grades curriculares.
Além disso, a desigualdade social também consta como elemento impeditivo desse processo. Segundo dados do IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a maior parte dos brasileiros tem sua renda girando em torno de um pouco mais de um salário mínimo. Tal fato significa que boa parte dos cidadãos não conseguem consumir tecnologias para tirar proveito da EAD devido os seus altos custos, ficando limitados à escola física. Nessa medida, apenas uma pequena parcela da população, basicamente quem não precisa do ensino à distância, por dispor de meios para ir às melhores escolas, consegue consumi-la.
Logo, fica evidentes os principais desafios associados à EAD no Brasil. Por isso, é primordial que o Ministério da Educação, responsável pela política de ensino nacional, viabilize essa modalidade a todos, a fim de garantir o Artigo 6º da Constituição. Para isso, deverá instituir a capacitação tecnológica como disciplina obrigatória nas grades curriculares de licenciatura, além de contribuir com um crédito especial aos estudantes de baixa renda que desejam consumir equipamentos à EAD. Atitudes assim permitirão o exercício da cidadania plena.