Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 22/01/2024

Johannes Gutemberg, no século XV, tornou mais democrático o acesso aos livros com o invento da máquina de impressão. Todavia, assim como sobejam as possibilidades/potencialidades da educação a distância (EAD) quanto à miríade de problemas educacionais, havia mais analfabetos. Portanto, em busca de uma coerência, urge analisar não só as perspectivas, mas também os desafios da EAD.

Por um lado, o ensino é estimulado quando se oferecem aulas remotas assíncronas aos brasileiros, pois elam geram maior liberdade de horários e de locais para estudar. De forma análoga, na Grecia Antiga, as leis, a partir da Draconianas, foram disponibilizadas 24 horas por dia a quem soubesse ler, porque foram escritas. Sob tal relação, a EAD no Brasil é essencial para a democratização da educação, em razão de inserir os cidadãos que têm pouca flexibilidade de tempo e dificuldade de deslocamento.

Entretanto, exacerbar a importância do ensino remoto é perigoso. Nesse viés, sabe-se que, além de limitada - por exemplo, não serve para as aulas práticas da área da saúde -, a população ainda carece de recursos mais imediatistas, como alimentação. Destarte, 33 milhões estavam em situação de fome em 2022 (dados da PENSSAN), ou seja, computadores/smartphones são inacessíveis para muitos devido ao alto custo em comparação a mantimentos. Em suma, o ensino a distância é uma oportunidade, mas em determinados contextos.

Dessarte, é crucial abolir a miséria no Brasil para, assim, gozar-se melhor da EAD. Logo, a Presidência da República deve ampliar a verba destinada ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social para que, por meio desse, haja um pleno acesso à comida - direito constitucional do Artigo 6º. Tudo isso a fim de impedir a competição entre comida e tecnologia nas despesas familiares.