Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 21/05/2020

No mundo, a urbanização é crescente e inevitável. Nesse cenário, alguns institutos buscam adaptar o seu produto ou serviço, de modo a reduzir os impactos no meio ambiente. Sob tal ótica, cabe avaliar a perspectiva de reduzir impactos ambientais, pela implementação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) digital, e a desigualdade tecnológica; como vantagem e desvantagem de realizá-la.

Sobretudo, se faz evidente a necessidade de buscar meios de reduzir a produção excessiva de papel, feita anualmente, para a aplicação do ENEM. Atualmente, milhares de pessoas se inscrevem, anualmente, para realizar o exame e, com isso, milhares de folhas têm que ser produzidas, isto é, centenas de árvores são derrubadas: situação essa que fortalece a aplicação de provas digitais.

Em contrapartida, a implementação total das provas digitais pode trazer problemas devido ao contexto, brasileiro, de desigualdade tecnológica. Segundo o Intituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (INEP), até 2026 o ENEM impresso será, efetivamente, trocado pelo digital. Desse modo, deve-se considerar que nem toda a população brasileira tem computador ou, simplesmente, acesso ao próprio, ou seja, algumas pessoas não têm como praticar a digitação; fator que deixa esses indivíduos em posição de desvantagem comparado aos outros.

Diante de tal contexto, faz-se mister salientar a necessidade de buscar formas de amenizar a desigualdade tecnológica. Assim sendo, o Ministério da Educação (MEC) deve garantir um preparatório para realização de provas digitais, por meio de incluir na grade curricular das escolas públicas, cursos de informática para aprendizado básico; a fim de que os alunos se adaptem aos usos de um computador. Somente assim, será possível dar mais um passo para diminuir as diferenças sociais oriundas do ENEM digital.