Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 04/06/2020
No livro ‘‘O ceifador’’ é mostrada uma sociedade avançada e utópica, no qual as tecnologias se fazem presentes em todos os campos do dia-a-dia. Contudo, não é somente na ficção que existem progresso na forma como os órgão públicos utilizam desses avanços científicos para otimizar certos processos, prova disso é a possível implantação do ENEM digital pelo MEC (Ministério da Educação). Desse modo, cabe debater quais são as melhorias e desafios que serão causados por essa mudança e qual será uma possível forma de potencializar esse processo.
De início, deve-se ressaltar que desde o ano de 1972 com a Conferência de Estocolmo, temas relacionados ao uso dos recursos naturais passaram a ser cada vez mais recorrente. Ademais, a mudança sugerida pelo MEC se enquadra nos ideais da conferência susodita, dado que, uma das vantagens mais importante dessa prática será a diminuição do consumo de papel, e dessa maneira será viável reduzir a exploração de madeira que por consequência também acarreta a redução no descarte inadequado do lixo. Dessarte, a se enquadrar na tendencia das nações desenvolvidas e dessa forma fazer o Brasil ser bem visto por possíveis parceiros políticos enquanto ajudam a evitar o aquecimento global.
No entanto, assim como qualquer mudança essa transição também tem seus contras. Ademais, esse pressuposto pode ser comprovado ao se observar o ‘‘fato social’’ de Émile Durkheim, haja vista que, segundo essa tese, ‘‘sempre que há uma inovação, essa prática passa a sofrer coerção por se tratar de algo com que a sociedade não está adaptada’’. À vista disso, é imprescindível que desde as primeiras aplicações do ENEM digital á prova já esteja bem programada e com baixas chances de erros, para com isso evitar críticas que possam enfraquecer ou abater o objetivo inicial. Destarte, a elaboração de provas eficientes são fatores imprescindíveis para a permanência da boa imagem desse exame nacional que ajuda tantos jovens a ingressar na faculdade.
Portanto são necessárias medidas capazes de otimizar essa ação. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação buscar formas eficientes de executar esse novo modelo exame. Isso pode ser feito por meio da contratação e colaboração de educadores e programadores que por meio do trabalho em conjunto que originem uma avaliação de alta qualidade que possua questões com conteúdos acertados e com um sistema operacional eficiente. Deste modo, a reduzir a produção de lixo e estreitar relações politicas, sem necessariamente ter de abdicar desse programa que ajuda tantos jovens de baixa renda a alcançarem seu objetivo de se formarem em um curso superior, e assim a se aproximar cada vez mais da vida utópica que foi apresentada na obra supracitada.