Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 26/05/2020

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é um processo seletivo que avalia o desempenho dos alunos que saíram do Ensino Médio e querem adentrar na faculdade. Realizado desde 1998 com as provas em papel, a intenção do atual governo é torná-lo, aos poucos, totalmente digital. Contudo, evidencia-se consequências com esse novo método, sendo elas o aumento da desigualdade social e os problemas técnicos possíveis.

Primeiramente, é importante ressaltar que a educação é um dos fatores que amenizam  a desigualdade social. Entretanto, com o método tecnológico sendo aplicado em um exame que deve atender à todas a classes, a prova seletiva acaba por se tornar excludente, pois, alunos que não utilizam meios tecnológicos, por falta de treinamento, não saberão utilizá-los de forma correta na hora da prova. Sendo assim, o novo recurso acarretará em uma maior desigualdade no país, o qual já ocupa o sétimo lugar entre os países com maiores desigualdades social, segundo a Organização das Nações Unidas.

Ademais, nota-se o risco de problemas possíveis na correção de notas por ser uma técnica nova; no ENEM de 2019, ocorreram diversos erros na contagem das notas dos participantes e, se há problemas em um método usado há anos, os riscos de problemas aumentam com essa mudança.

Portanto, é dever do Governo Federal junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), responsável por avaliar escolas, universidades e desempenho dos estudantes para melhorar a educação do país, adotarem o ENEM digital e impresso, deixando opcional para o aluno escolher qual o melhor método para si. Assim, não haverá o aumento da desigualdade e nem uma alta demanda, seja para o digital, seja para o impresso.