Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 26/05/2020
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, popularmente conhecida como Revolução Técnico-Científica, a descoberta das novas tecnologias possibilitaram uma facilidade em diversos setores. Dessa maneira, no mundo contemporâneo frequentemente, nota-se o crescimento da substituição de aplicativos digitais para a efetuação de pagamentos e outros fins - cada vez mais tabletes, computadores, e outros meios, são ferramentas de uso diário para a maioria dos brasileiros. No ano de 2020 o Ministério da Educação, MEC, divulgou a nova modalidade de prova - o ENEM digital, que apesar de diminuir os gastos públicos e amenizar os impactos ambientais está diretamente as questões de desigualdade social. Logo, urgem medidas para resolver o impasse no contexto brasileiro.
Nesse contexto, vale ressaltar que a nova alternativa para a prova é um avanço para a educação no País. Dessa forma, essa modalidade inclui os brasileiros em um cenário digital do mundo globalizado, realidade essa já inserida em outros Países desde décadas passadas, como EUA que adotam a modalidade na maioria das instituições segundo dados de 2019 pela editora abril. Assim, além desse avanço tecnológico, também reduz os impactos da utilização do papel e dos gastos públicos - segundo a o MEC, até 2026 as provas serão digitais, o que economiza cerca de 6 milhões de reais por ano.
Nesse sentido, apesar da ideia ser um avanço para a educação brasileira, ainda não é uma realidade para todos os estudantes que prestam o exame. Dessa forma, ainda são poucas as vagas para aqueles que desejam optar para o ENEM digital, o que contribui de maneira negativa para o cenário de desigualdade presente. De acordo com o Jornal globo.com, cerca de 4 milhões de pessoas que irão participar da prova, menos de 200 mil terão o direito de participar da prova - mesmo após avanços constitucionais como a Constituição de 1988 que garante o direito da educação para todos sendo um dever do Estado, ainda é existente a falta de democratização da educação no Brasil.
Portanto, para que o ENEM digital possa ser uma realidade é necessário que o Governo - de acordo a Constituição Federal de 1988, responsável em garantir direitos a todos os cidadãos, incluindo os estudantes - em parceria com o MEC, invistam por meio de verbas em projetos educativos que visem diminuir a desigualdade, como na manutenção da infraestrutura e na compra de computadores para as instituições de ensino e aulas destinadas a computação, com o objetivo de inserir a tecnologia de forma benéfica para os indivíduos. Adicionalmente é fundamental que haja investimentos no exame para que todos possam participar da maneira menos desigual possível.