Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 01/06/2020
O Enem Digital é uma grande mudança para a sociedade brasileira, visto que muda totalmente o modo tradicional de aplicar uma prova. Infelizmente não seria justo, posto que no Brasil existe uma elevada desigualdade social. Em muitos locais, principalmente em áreas carentes, muitos habitantes nunca tiveram um computador, ou acesso à internet, assim essa mudança prejudicaria essas pessoas.
Conforme o jornal digital G1, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 45,9 milhões de brasileiros ainda não tinham acesso à internet em 2018. Este número corresponde a 25,3% da população com 10 anos ou mais de idade. Regionalmente, o maior número dessas pessoas vivia no Sudeste, região que concentra a maior parte da população do país. Porém, as regiões Nordeste e Norte onde apresentam o maior índice de carência, eram as que apresentavam maior percentual, entre a população local, de pessoas que não acessavam a rede: 36% e 35,3%, respectivamente.
Outrossim, é valido ressaltar que de acordo com o noticiário El País, a extrema pobreza subiu no Brasil e já soma 13,5 milhões de pessoas sobrevivendo com até 145 reais mensais. O número de miseráveis vem crescendo desde 2015, invertendo a curva descendente da miséria dos anos anteriores. De 2014 para cá 4,5 milhões de pessoas caíram para a extrema pobreza, passando a viver em condições miseráveis. O contingente é recorde em sete anos da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta do desemprego, os programas sociais mais enxutos aumentam o fosso do mais pobres.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem o crescimento gradativo da desigualdade social, para que assim o Enem virtual seja acessível para todos. O governo brasileiro deve investir em escolas públicas deixando-as mais tecnológicas, incluindo a computação como uma matéria no ensino médio. Os colégios deve liberar nos finais de semana os computadores para uso livre aos estudantes.