Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 26/06/2020
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, mais conhecido como INEP, trouxe para os estudantes no ano de 2020 uma novidade para o Enem, o exame que era feito impresso, terá a opção de ser feito digital. As provas inovadoras serão aplicadas nos dias 22 a 29 de novembro de 2020, abrangendo cerca de 101 mil participantes em todo o país. De acordo com o Inep até 2026, o Enem digital não dividirá mais espaço com o a prova impressa, devemos entender melhor sobre esta forma de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio, pois a partir desse ano, se tornará uma realidade para muitos estudantes brasileiros. Para dominarmos de forma mais abrangente esse assunto, devemos ter em mente que esta novidade trás vantagens e também desvantagens.
Pode se destacar como vantagem do Enem digital a diminuição dos impactos ambientais, a edição da prova, do ano de 2019, foram impressas 10.2 milhões de exames, assim, gastando uma quantidade absurda de papel, prejudicando muito o meio ambiente, o que não aconteceria se as provas fossem feitas de forma digital. Além da quantidade de papel impresso, no mesmo ano, de 2019, foram gastos 500 milhões para a impressão das provas, elas sendo feitas em computadores, pesaria muito menos no bolso da instituição que organiza estas provas. Como desvantagem temos a desigualdade, que irá vir a tona com a aplicação desta prova, pois mesmo que esta não seja aplicada em casa, alunos que não tem acesso a tecnologia não terão como ‘’treinar’’ para o exame.
Neste ano a prova será aplicada para cerca de 101 mil participantes, a ideia é aumentar esse número com o passar dos anos, até que em 2026 a prova impressa seja totalmente substituída pela prova digital. O Enem digital trás desvantagens, tendo como principal desvantagem a desigualdade que temos em nosso país, que se torna gritante quando pensamos na tecnologia envolvida, além destes alunos menos favorecidos não terem acesso a um computador em sua casa, grande maioria, estuda em colégios públicos, onde a tecnologia é muito precária, estes, que não tem contato com fontes de tecnologia, por vezes podem nem ao menos saber utilizar de forma certa estes meios, sendo assim colocados abaixo de estudantes que tem mais renda, tendo assim acesso a tecnologia em suas casas e escolas onde estudam.
Portanto, o Ministério da Educação necessita prover tecnologias e aulas de como utiliza-las, para que os estudantes menos favorecidos estejam tão preparados para faze-la quanto estudantes com mais condições. Porém o MEC não pode trabalhar sozinho, precisamos de do país todo envolvido para que possamos ter um país mais igual, assim, dando oportunidades para pessoas de todas as classes sociais, cores e raças.