Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 30/06/2020
É normal da natureza humana apresentar resistência a mudança. A mudança trás consigo alterações no nosso modo de viver cotidiano, seja trocando de escola, bairro ou cidade a o fim da sua série favorita na televisão. Á Maquiavel, “Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança". Mas, as mudanças são parte intrínseca da nossa sociedade e por causa delas podemos evoluir como indivíduos.
Em 2020, o Inep, órgão governamental que organiza o Exame Nacional do Ensino Médio, propôs a implementação do ENEM Digital; um novo meio de aplicar a prova, virtualmente. Com o mesmo tempo de execução e número de questões da prova tradicional, a única diferença deste método é que deve ser aplicado aos vestibulandos de modo digital e on-line.
Hoje nós vivemos em uma era digital. Possuímos mais avanços técnico-científicos do que todo o resto da nossa existência somado. Não podemos freiar o conhecimento; temos que nós ajustar a ele, querendo ou não. Muitas escolas, em todo o mundo, já utilizam do ensino digital como ferramenta para auxiliar a vida escolar de seus alunos. Essa fragmentação gradual da caneta e do papel é inevitável. Quem, hoje em dia faz contas usando uma caneta ao invés de uma calculadora? É desta mesma forma que o ENEM Digital, apesar de todas as possíveis falhas, é uma metodologia que invadirá nossa sociedade, a força ou não.
Confúcio disse, certa vez que “se queres prever o futuro, estuda o passado". Mas, o que vivemos hoje nunca foi visto pela humanidade. Sobram muitas fraquezas e dúvidas ao ENEM Digital ainda; como alunos com necessidades especiais irão realizar o exame? E como o exame chegará a comunidades carentes, desprovidas de internet? Estas questões merecem ser estudas com muita atenção e cuidado, para que não se prejudiquem os alunos das camadas econômicas mais baixas. Porém, de mesmo modo, devemos nós perguntar: como parar a evolução?
A “modernidade líquida” de Bauman é uma boa resposta, sendo definida como “a constante convicção de que a mudança é a única coisa permanente e a incerteza a única certeza”.