Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 26/06/2020

Na obra a “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado  uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é oposto do que o  autor prega, uma vez que a simples realização de um “Enem Digital” apresente barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nessa perspectiva, esse desafio deve ser superado de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada. Esse cenário antagônico é fruto tanto da pobreza , quanto da carência infraestrutural brasileira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de infraestrutura deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, ainda mais considerando a tamanha escala de tal projeto, o grande número de variáveis que aumentam o risco de algo sair fora dos conformes, além de que talvez ocorra um superfaturamento em um possível fornecimento de materiais. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a pobreza como promotor do problema. De acordo o IBGE, Cerca de 50 milhões de brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e têm renda familiar equivalente a R$ 387,07. Partindo desse pressuposto, torna-se visível que um grande número de pessoas enfrentara maiores problemas na hora de fazer a avaliação, tendo em vista que para que a prova seja feita de maneira justa, todos deveriam ter acesso a computadores para poder “treinar”, no entanto isso não acontece com a classe mais baixa, já que provavelmente seu único meio de usar o mesmo, seria por intermédio das escolas publicas, as quais não possuem estrutura para isso. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que tal discrepância contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, a fim de mitigar o imbróglio, é imprescindível que o MEC por meio de reuniões com outras instituições públicas, faça um corte de gastos governamentais desnecessários, de modo a direcionar esse capital para a educação. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da pobreza social e infraestrutural, e a coletividade alcançará a Utopia de More.