Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 25/06/2020
Era 30 de agosto de 1998 e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi aplicado pela primeira vez. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), já reconhecido pelos censos educacionais, pela avaliação da educação básica e superior e por suas publicações, focava-se, de forma inédita, em uma avaliação do indivíduo. Vinte anos depois, quase 100 milhões de brasileiros já se inscreveram dispostos a fazer o mesmo movimento: dedicar algumas horas de um fim de semana pelo sonho de uma transformação de vida permitida pela educação.
Primordialmente, no século em que estamos vivendo, a tecnologia está dominando o mundo, tanto que a maioria das coisa hoje em dia são resolvidas através de telefones, computadores, entre outros. Nesse contexto, Enem digital está sendo um dos assuntos mais comentados pela sociedade, pois somente 15 estados foram escolhidos para ser adaptado essa maneira de ser feita o exame, e mesmo entre esses 15 estados, nem todos os participantes terão direito de fazer digital, por não ter acesso a internet, ou outros meios de serem realizados.
Destarte, de acordo como uma pesquisa feita, o Enem entre 2021 e 2025, o Inep ampliará o número de aplicações do Enem digital, ainda em formato piloto, e participação opcional, em 2026 a prova será 100% digital. Para o governo Federal, é uma forma de aprimorar a prova, mas o que precisa levar em consideração aspectos como a desigualdade de acesso e a necessidade de nivelar a dificuldade dos dois formatos durante o período de transição.
Portanto, aqueles que se sentem satisfeitos sentam-se e nada fazem. Os insatisfeitos são os únicos benfeitores do mundo, e é justamente assim que os participantes que não tem acesso ao mundo digital, ou seja, a tecnologia atual, se sentem. Por isso, devem ser criadas ONGs, manifestações contra o Enem digital, porque não devemos pensar somente em nós mesmo, no mundo ainda sim existem pessoas que não tem acesso a internet.