Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 30/06/2020

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi criado em 1998 com a função de ser uma avaliação do desempenho dos estudantes de escolas públicas e particulares do Ensino Médio brasileiro, desde 2017 ele ocorre em dois domingos nos quais os candidatos vão para as suas determinadas áreas de realização da provas ( universidades ou escolas); o que facilitou muito a vida deles.

Além da desigualdade social, racial, econômica e de gênero, o Brasil -assim como em tantos outros países- possui sobretudo a desigualdade digital, o que dificulta ainda mais a vida dos alunos que pretendem realizar o Enem Digital. Segundo dados dos próprios idealizadores, em 2018, cerca de sete de cada dez inscritos não têm acesso a internet em casa e entre os 5,5 milhões de participantes 2,3 milhões afirmaram não ter computador em casa, e isso aplica nas escolas particulares do meio urbano (31%) não possuem da estrutura do laboratório de informática e nas unidades públicas o número chega a 58%; o que torna essa nova plataforma não viável para essas pessoas.

Além dessa da exclusão digital, há possibilidades de problemas no sistema de aplicação dos testes, os quais o governo federal não descarta a possibilidade de falhas e prevê reaplicação em casos de problema logístico ou de infraestrutura. E , ademais, existe o interesse de criminosos que roubam informações e vendem à a pessoas interessadas, esse tipo de situação fica mais simples para aqueles que são especializados nos crimes cibernéticos, tal como os hackers. O candidato assim sai prejudicado com o crescente número de formas de burlar o sistema de segurança do Enem Digital.

Dessa maneira, que para o método digital ser substituir o tradicional muito deverá ser feito, como a estruturação de instituições escolares ( públicas e particulares) no sentido de preparar o estudante a lidar com aparatos tecnológicos.