Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 27/06/2020
Após um ano conturbado para o Inep em 2019, com erros nas correções de algumas provas e por consequência o problema com o SISU, em 2020 ele surgiu com uma novidade: o ENEM digital. Para eles, a economia com o papel causaria um sorriso no bolso, mas e para os estudantes? É com esse tipo de prova, que até 2026 pretende tomar o lugar da impressa, que as desigualdades já existentes no país tomam lugar mais uma vez.
Conforme o site TodoEstudo, desde o descobrimento de nossas terras, o Brasil é um país que vive com a desigualdade, e uma grande consequência dela, que é altamente perceptível, por exemplo, no bairro Paraisópolis, em São Paulo, é a pobreza. Para ser minimamente justo, todas as escolas do país deveriam ter acesso à computadores e internet, para que pudessem treinar seus alunos para esse novo modelo de prova, mas o Estado planeja adaptar a sociedade à uma corrida onde vários participantes, se não a maioria, receberiam seu tênis na hora ao invés de terem treinado com eles por meses.
Segundo o site QConcursos, outra perspectiva desigual é que apenas os candidatos de cidades grandes, que têm acesso fácil a aparelhos tecnológicos e etc., seriam favorecidos em cima de candidatos oriundos do interior do país. O MEC reconheceu o distanciamento da educação brasileira dentro do quesito modernidade, e felizmente corrigiu o plano de fazer o ENEM digital apenas em capitais e para 50 mil estudantes, aumentando para todos os estados -num total de 110 cidades (e Distrito Federal)- e para 101.100 mil candidatos.
Portanto, esse novo modelo de ENEM é muito mais “acessível” para o Estado do que para os inscritos, mesmo que com o aumento de vagas possíveis e a inserção da prova digital em todos os estados, porque milhões de alunos de rede pública não têm como serem preparados online, e por isso cabe ao Governo ajustar seus investimentos e contingenciamentos para com todos as escolas dele dependentes para que haja uma prova justa e o preparamento correto do povo.