Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 28/06/2020
Em vinte de Agosto de mil novecentos e noventa e oito, era realizado o primeiro Exame Nacional do Ensino Médio. Criado pelo Ministério da Educação, tinha por objetivo inicial a avaliação educacional brasileira dos formandos no segundo grau. Já em dois mil e nove, após inovações na estrutura ao longo dos anos, houve a criação do Sistema de Seleção Unificada, ponto de entrada dos estudantes em universidades públicas. Hoje, o Enem caminha para uma de suas maiores transições: De exames impressos para digitais.
De forma progressiva, o novo modelo deve ser consolidado até 2026. A preocupação com a sustentabilidade e economia no Brasil são penhores do projeto, já que a impressão das avaliações possuem altos gastos e prejuízos ao meio ambiente. É importante lembrar que essas representam maior interação com os vestibulandos devido o sistema inteligente das questões. Entretanto, a novidade revela desafios para o país. Como afirmou o escritor Joseph Krutch: “A tecnologia tornou possível a existência de grandes populações. Grandes populações agora tornam a tecnologia indispensável”. Disso, pode-se citar a exclusão digital que ocorre no Brasil. Há no país residências sem acesso a internet ou meios de comunicação como computadores, televisão ou aparelhos celulares. A questão ocorre pelo alto custo desses produtos. Comunidades carentes são as mais afetadas. Assim, o indivíduo concurseiro nestas condições é prejudicado por seu analfabetismo digital, o que pode influenciar de forma negativa no vestibular. Vale destacar também as possíveis ocorrências de invasão de Hackers nos sistemas operacionais dos computadores públicos, que pode ter por consequência o roubo de dados pessoais dos educandos e passagem de respostas aos mesmos.
Em suma, para a solução das problemáticas, é relevante que o Ministério do Trabalho e da Economia implementem medidas de combate ao desemprego, com geração de obras públicas e aumento do salário por exemplo, expandindo dessa forma o acesso ao poder de compra dos aparelhos pela população, bem como instalação de internet em casa. Seria interessante também o investimento do país em Indústrias de tecnologia de ponta, para dessa forma não depender da importação desses aparelhos avançados superfaturos, o que reduziria os custos para os compradores brasileiros. É essencial também pelo Ministério da Segurança o investimento em programas de combate aos Malwares, trabalhando na Segurança dos aparelhos e seu monitoramento durante a prova. Com tais medidas será possível promover a igualdade entre os participantes, controle de fraudes, bem como o avanço geral do país. Todas as áreas do país trabalham em conjunto para seu avanço