Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 30/06/2020
Muito tem se discutido, recentemente, acerca da realização do ENEM digitalizado. O Exame Nacional do Ensino Médio é efetuado por milhões de pessoas no Brasil, sendo em sua grande maioria adolescentes que cursam o segundo grau e estudam o ano inteiro para conseguir vagas nas faculdades desejadas. Desde 1998, essa prova tem sido executada em folhas impressas porém, em 2019 iniciou-se a possível elaboração de um modelo digital, o que trouxe à tona alguns desafios que podem ser enfrentados nessa nova ideia.
Não há como negar que a quantidade de folhas utilizadas para a produção do exame são em grande escala. Segundo o jornal Folha de São Paulo, em 2019 as provas somaram 4,2 milhões de quilos de papel, o que equivale à muitas árvores desmatadas. Entre 10 a 20 eucaliptos são utilizados para produzir uma tonelada de papel de acordo com o site BioBlógico. Por conseguinte, por volta de 60 árvores são retiradas para a fabricação das avaliações impressas do ENEM. Incontestavelmente, nesse aspecto o ENEM Digital possui suas vantagens, visto que ao ser realizado em computadores, não haverá tamanho desperdício de folhas e isso compactua com o meio ambiente.
Consoante com o site Desafios da Educação, o ENEM Digital é um projeto arquitetado pelo INEP para reduzir os custos. Ao passo que trivialmente a aplicação do exame 100% físico custa por volta de meio bilhão de reais, a execução do novo projeto deve custar em torno de R$ 20 milhões. Entretanto, o modelo online possui desafios como garantir computadores nas regiões mais isoladas já que a população do interior do país não têm acesso à tecnologia, o que pode prejudicar o aluno que não é familiarizado à informatização.
Em suma, é necessário o aprimoramento do sistema eletrônico de segurança por parte do Estado e do Ministério da Educação, através de investimentos na tecnologia e demanda por profissionais especializados em informática, em busca de dar assistência durante todo o processo de adaptação da prova online. Desta forma, assegura-se a redução de chances de fraudes, “colas”, vazamento da prova e roubo de dados dos participantes. Precisa-se também da adaptação das escolas de rede pública com a tecnologia, vindo-se da iniciativa de diretores e coordenadores para que os alunos se habituem à aplicação virtual. Assim, o ENEM Digital será de livre acesso a todos, sem dificuldades ou desafios a ser enfrentados.