Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 03/07/2020
‘’Viver é afinar um instrumento, de dentro pra fora, de fora pra dentro, a toda hora, a todo momento’’. A canção da musicista brasileira Adriana Calcanhoto demonstra a constante mudança que o mundo sofre, que é como um instrumento e ocorre a toda hora, e a todo momento. Essa proposição se aplica a questão da tecnologia, que está em recorrente avanço. Por conseguinte, o Ministério da educação propôs um novo modelo para o Exame Nacional do Ensino Médio, uma nova versão informatizada que será aplicada a partir da edição de 2020, denominada ENEM digital, porém, sem mudanças em sua estrutura. Contudo, esse advento de recursos desencadeia alguns desafios e perspectivas, no que diz respeito ao novo, pois é uma moderna forma de os vestibulandos realizarem aprova.
O vestibular mais conhecido do país mudará a partir da sua próxima edição, em razão de algumas decisões tomadas no governo do ex-Presidente Michel Temer. Em 2017, o ensino médio passou por uma reforma decretada pela Lei n.º 13.415/2017, que estabeleceu uma mudança em sua estrutura, a qual implantou uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC), além dos itinerários formativos, com foco nas áreas de conhecimento de modo que haja livre escolha do aluno no que diz respeito à área na qual ele deseja se aprofundar. Essa nova estrutura para o ensino médio acarretou algumas questões para que surgisse a ideia de informatizar o exame, já que teriam que ser impressas quantidades exacerbadas de papel para realização da prova, pela maior variedade de modelos de prova.
A incrível evolução da tecnologia foi, nas últimas duas décadas, implementada no âmbito educacional, presente em escolas e universidades, contudo, surgem diversas incertezas relacionadas a isso, pois muitos alunos da rede pública não tem acesso à informatização, 40%, segundo a pesquisa TIC educação e terão certamente dificuldade em fazer a prova online. E como a prova foi feita com o intuito de avaliar a qualidade do ensino nacional, causa uma grande injustiça. Além disso, com a falta de investimento no setor educacional, é uma total incógnita se é garantida a disponibilização de computadores para todos os inscritos, principalmente em locais isolados das grandes metrópoles. Portanto, para que essa atualização da prova do ENEM seja realizada com êxito e, como programado pelo Ministério da educação seja efetivado em 2026, é necessário que haja um planejamento para que se minimize o desafio. É preciso então, que o Ministério da educação, juntamente com o governo federal, utilize a economia nos gastos para impressão do exame, de modo com que seja revertida na compra de computadores para os locais de realização das provas. Além de investir efetivamente em projetos como o, um computador por aluno, realizado pela Fundação nacional de desenvolvimento da educação para a inclusão do grande número de alunos de escolas públicas sem acesso à tecnologia.