Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 01/07/2020

O Exame Nacional do Ensino Médio, popularmente conhecido por “ENEM”, tem como intuito permitir que pessoas de todas as idades e classes sociais tenham acesso à cursos de faculdades públicas ou à bolsas de estudos. Para uma parte da população de baixa renda, essa avaliação é a única oportunidade de um ensino superior. Com o avanço dos meios tecnológicos, o governo começa a cogitar que a prova, que ocorre em formato escrito desde 1998, passe a ser inteiramente digital.

De acordo com a proposta de digitalização do ENEM que é discutida pelo INEP desde 2019, nos primeiros anos da implementação dessa inovação, apenas as capitais de determinados estados teriam acesso à versão digital da prova. O principal objetivo desse exame é a inclusão dos cidadãos não abastados, no entanto, os recursos já limitados que estudantes de escolas públicas possuem para fazer a avaliação, se tornam ainda menores com essa hipótese, pois muitos deles não têm contato com aparelhos tecnológicos. Ademais, cidades pobres e distantes das capitais terão dificuldades na hora da aplicação da prova, já que será necessário o uso de dezenas de computadores por sala.

De acordo com “O Globo”, milhões de pessoas fazem o Exame Nacional do Ensino Médio anualmente, o que resulta em média em um total de mais de quatrocentos mil reais gastos pelo governo e, devido ao fato da prova ter cento e oitenta questões, muitos quilos de folha são usados, o que prejudica o meio ambiente. Em sua versão virtual, os prejuízos para as esferas governamentais e para o ecossistema diminuem.

No que tange às perspectivas e desafios do ENEM digital, o Ministério da Educação deve oferecer suporte para pessoas que não possuem internet em casa, para que assim elas saibam como fazer uso dos meios tecnológicos necessários. Além disso, as esferas governamentais precisarão investir em computadores para lugares afastados das capitais, o que torna possível que cidadãos de todas as cidades façam a prova.