Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 18/07/2020

Desafio Social

Na obra “Utopia”, do escrito inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o ENEM digital apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de infraestrutura, quanto da falta de inclusão digital. Diante disso, torna-se fundamente a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que os desafios para o ENEM digital deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades observa-se a precariedade da infraestrutura nas escolas públicas e meios rurais, visto que não há inclusão de tecnologias no dia-a-dia, como computadores e acesso a internet. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta da inclusão social como promotora do problema. Partindo desse pressuposto, nota-se, que as parcelas da sociedade que não estão inclusas na era digital, encontram problemas, desde a dificuldade do domínio no manuseio do computador até a falta da possibilidade de treinar para a prova, portanto, os candidatos que se encontram nessa situação já estariam em desvantagem com relação aos outros candidatos. Diante do exposto, a sociedade não pode aceitar negligência do estado.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do problema na sociedade brasileira. Dessarte com o intuito de mitigar os desafios para o ENEM digital, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na inclusão da tecnologia, por meio da criação de polos educacionais que disponibilizem um espaço com computadores e acesso a internet gratuito para que os candidatos possam se preparar para a prova. Visando o mesmo objetivo, o Ministério da Educação, pode, ainda, oferecer cursos de informática básico no polo educacional para aqueles que não estão familiarizados com o meio digital. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.