Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 07/08/2020
No panorama atual, com a ascensão da pandemia e a impossibilidade da sociedade se manter em um local com várias pessoas, atividades comuns do cotidiano se tornam inviáveis. Dessa forma surge um problema, a realização do ENEM, com a intenção de não o cancelar o Ministério da Educação criou a plataforma digital, com data prevista para janeiro de 2021. Cabe ressalvar que este método encontra algumas dificuldades, devido ao fato de boa parte da população não possuir acesso a internet e a falta de adaptação para este procedimento.
Nesse contexto, é observado uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2018, cujos dados afirmam que um em cada quatro brasileiros não possuem acesso a internet, em números reais se totaliza 46 milhões de pessoas. Logo, surge a dificuldade na realização, uma vez que o estudante não pode fazer pessoalmente, pelo risco de contrair o vírus, muito menos fazer “online”. Com isso, o mesmo sendo prejudicado, por perder a oportunidade de conseguir acesso a um ensino superior gratuito.
Outrossim, conforme afirma o diretor do Centro de Educação do Ensino Médio, localizado em Santa Maria (DF), “Hoje o aluno está muito mais inserido via celular. Usam muito a rede social e sabem pouco lidar com o resto da informação que a internet disponibiliza. Têm pouco acesso técnico, têm pouca formação do trato com o computador, com coisas simples como formatar um texto, por exemplo.”. Com isso, é importante ressaltar que este tipo de aluno ficará impossibilitado de fazer o vestibular em condição igual aos demais.
Em virtude dos fatos mencionados, é possível perceber que apesar do ENEM digital ser uma alternativa em tempos de pandemia, acaba sendo um empecilho para boa parte da população. Por isso, é função do governo federal criar medidas de maior acesso à internet, criando mais torres de “WIFI”, de modo que todas as regiões do país tenha a oportunidade de forma igualitária, outra medida importante é tanto o estado, quanto as escolas, fornecerem simulados (treinamento) meses antes da realização, com o objetivo de fazer o participante se acostumar com o procedimento. Assim, a união desses aspectos possibilita uma concorrência menos desigual para acesso ao ensino superior público.