Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 06/08/2020

No atual contexto mundial, é possível dizer que os avanços da tecnologia nos proporcionaram uma melhor condição de vida no quesito comunicação, e isso nos proporcionou menores problemas durante a pandemia, por não ter a necessidade da paralisação total. As escolas, por exemplo, usufruíram desse recurso para a continuação das aulas, e o ENEM, também, se aproveita da Internet, a fim de aplicar a sua prova. Essa ideia não prejudicaria grande parte da população brasileira, porém ainda há pessoas que não possuem acesso ao “Wi-Fi”, e muitas estão trabalhando para compensar a grande perca de dinheiro, causada pelo Covid-19.

Em primeiro lugar, é importante mencionar que, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o uso da internet cresceu em torno de 40% durante a quarentena. Por mais que esse número tenha se expandido, cerca de 4,8 milhões de crianças e adolescentes não possuem “Wi-Fi” em casa, e o dado apresenta jovens entre 14 e 18 anos que, normalmente, fariam o teste do ENEM. Logo, isso mostra que grande parte não conseguirá realizar a prova.

Outrossim, de acordo com o IBGE, apenas no segundo trimestre, cerca de 8,9 milhões de pessoas ficaram desempregadas, e muitas delas possuem família com baixa renda. A maioria dos jovens tiveram que conquistar emprego, com o intuito de ajudar no sustento da casa, assim tendo menos tempo de estudo, principalmente, para o vestibular ofertado pelo MEC. Assim, muitos estarão despreparados no dia da prova.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidades de medidas para reverter a situação. O estado deve investir em salas especiais para fazer a prova online, na qual possua equipamentos especializados para deixar ar circular e paredes/vidros que evitem o contato físico, além de pessoas especializadas em medicina no local. De forma que o número de participantes aumente. Só então seremos uma sociedade que apresenta oportunidades para aqueles que não as têm.